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terça-feira, 28 de junho de 2016

Kenkyu Kata


É importante para o nível avançado (yudansha) treinar todos os kata do estilo shotokan, assim, ele ficará atualizado e comprometido com o estilo. Essa é a ideia da ABKF, treinar todos segundo a estação do ano, dessa forma, se compreenderá cada movimento de forma gradual e de acordo com seu nível. O kenkyu kata está relacionado à pesquisa, estudo ou investigação do kata.

A Participação e o treinamento periódico para o praticante é importante, não só pela observação, mas ouvindo, praticando, estudando com compromisso para que entenda a arte como um todo (corpo, mente e o coração puro), assim, é assegurado, sem reserva, o entendimento da arte e seu verdadeiro caminho (significado).

Sabemos que todo o movimento do kata tem um sentido. Há a aplicação de acordo com suas disponibilidades e compreensão. Inicialmente estudaremos uma análise do kata de forma bem básica que até o menos experiente entenderá.

Por isso, temos diferentes formas de compreender de acordo com o nível de cada yudansha. Assim, dividimos:

1. Kihon Bunkai, é o estudo básico das aplicações do movimento do kata, nesta fase se facilita a aplicação de forma simples.

2. Dento Bunkai, para o mais experiente, onde são vistas técnicas mais elaboradas tradicionais. Considerado também como estudo de construção.

3. Henka Bunkaicom suas inúmeras possibilidades. Aqui se aplica o conhecimento adquirido depois de muito estudo dentro da pesquisa da mudança, alteração ou transformação.

4. Oyo Bunkai, aplicações adaptadas com muito cuidado, para cada praticante, sem que saia do próprio estilo em questão. Sua composição está relacionada ao aprimoramento técnico, cada praticante de nível apresenta a sua defesa de forma prática.

5. Kakushi Bunkai, análise da técnica em que são ensinadas técnicas de não agressão, mas que por outro lado, pode machucar muito o agressor pela própria reação dele. Essas técnicas ocultas não são ensinadas a qualquer praticante. Considerada técnica secreta, escondida ou habilidade artística secreta.

Voltando ao que sempre se comenta, da dignidade e do entendimento do dojo kun, que vem da relação do entendimento, da evolução pessoal e da compreensão filosófica de cada praticante.

Leva-se uma vida para entender sobre Karate-dô. A experiência é adquirida com o tempo, não tem como entender apenas lendo ou vendo, tem que participar, treinar, observar, isso é, Karate-Dô Fudoshin.


Grupo de Kata


Shitei Kata (natsu)

Compreende: Heian Shodan; Heian Nidan; Heian Sandan; Heian Yondan; Heian Godan e Tekki Shodan.

Sentei Kata (aki)

Inclui: Bassai Dai, Kanku Dai, Enpi, Jion e Hangetsu.

Tokui Kata (fuyu) - Grupo I

Abrange: Jitte, Tekki Nidan, Bassai Sho, Tekki Sandan, Kanku Sho, Gankaku, Sochin e Chinte.

Tokui Kata (haru) - Grupo II

InsereJiin, Nijushiho, Meikyo, Unsu, Wankan, Gojushiho Sho e Gojushiho Dai.


. Kata Adicional: Kitei, Natsu, Aki, Fuyu, Haru...

. Kata de Apresentação: Koten Kata

Constitui: Meikyo Nidan, Meikyo Sandan, Nijuhachiho, Suishu... entre outros.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Dojo Kun

O propósito do dojo kun é reforçar nos praticantes a ideia de que o karate-dô é um instrumento meio e não fim, pelo qual ajuda o praticante no seu progresso moral e aperfeiçoamento pessoal. Preceitos que estão ligados aos ideais filosóficos da arte, inspirados no Bushido no século XVIII por Tode Sakugawa.

Nesse momento o praticante faixa preta, em exame de promoção à faixa, deve estar ciente das regras, pois promete diante da Banca Examinadora que irá seguir as regras do dojo kun. Conclusão da primeira etapa, por isso, o primeiro dan (shodan).

O caminho das artes marciais não é fácil, portanto, é necessário fiscalizar a si mesmo e evitar conflitos. Sempre participando da evolução da arte de forma voluntária, tudo isso em nome de um ideal comum, o karate-dô e nunca em nome de si mesmo, não importando a distância e nem o tempo.

A ABKF acredita na evolução do karate-dô como o caminho para se expressar a verdade, o entendimento e o crescimento do indivíduo como um todo. Sabemos que as relações humanas é um assunto complexo e de cunho socioeducativo, mas não é por isso que não devamos nos esforçarmos cada vez mais para termos um bom entendimento para com o outro.

Muitas vezes somos desanimados pela distância, o tempo e o conforto de ficarmos em casa ou até mesmo, criando conflitos. Não é difícil ouvirmos um indivíduo falando mal do outro. Perder tempo aprendendo algo de bom é melhor do que perder tempo criando caso.

No karate-dô não se deve reforçar comentários de má fé, seja sempre positivo e prestativo.É muito fácil colocar uma faixa preta na cintura, difícil é ter um comportamento a altura. Trabalhe positivamente fiscalizando seus atos. Esse é o pensamento da ABKF. Tanto no karate-dô como subir uma montanha exige esforço físico e mental, isto é karate-dô.

Karate-dô não foi feito para destruir ninguém, foi criado para dar oportunidade ao outro de se desenvolver de forma saudável, responsável e respeitosa. Embora seja o karate-dô uma arte de guerra, esse sistema de ensino não tem a finalidade de destruir ou fazer guerra com outras pessoas e sim de fazer com que a gente se volte para dentro de cada um de nós, pois o inimigo maior, somo nós mesmos quando deixamos o nosso ego falar mais alto, quando a arrogância se torna presente, quando a falta de educação prevalece sobre o outro.

Para alcançar a faixa preta é importante conhecer o dojo kun, pois é dele que estamos falando. É ele quem nos guia. Veja agora abaixo como recitamos o Dojo kun.



Recitando o Dojo kun

Sempre, esforçar-se para a formação do caráter, com a finalidade do desejo de formar uma personalidade de valor.

Sempre, fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão, no intuito de valorizar em si a honestidade, a honra, a consideração e a dignidade.

Sempre, criar o intuito do esforço, com a intenção de alcançar seus objetivos de forma honesta e sem subterfúgios.

Sempre, respeito acima de tudo, valorizando os bons costumes, etiqueta, cortesia e civilidade segundo as normas aceitas e adotadas de forma voluntária e obedecidas.

Sempre, conter o espírito de agressão, condenando a violência motivada pelo ímpeto, impulso, pressa irrefletida ou precipitada.



segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016




Kumite

A luta técnica do karatê é chamada, kumite. Para isso, deve-se estudar bem as técnicas básicas kihon e kata. Esse é o conjunto que forma a didática do karate-dô - kihon (fundamentos), kata (movimentos de defesa e contra-ataque contra vários adversários imaginários) e kumite (combate técnico).

Não se deve ultrapassar as fases que normalmente, o iniciante prefere, "lutar primeiro". Calma, até chegar no combate técnico, muito já se treinou as técnicas individuais de kihon e kata. Cada nível tem o seu determinado tempo de aprendizagem.

A habilidade de um praticante consiste em evitar utilizar o corpo diretamente, mediante a força bruta. Em artes marciais compreendemos que a luta é uma troca de informações de um praticante para outro. Para isso, é necessário uma grande dose de dedicação nos treinamentos fazendo com que se aumente a velocidade dos olhos, mãos, pés e atenção.

Nessa fase, voltamos ao princípio dos treinamentos do karatê onde aprendemos a forma correta de golpear com os punhos, cotovelos, joelhos e pés utilizando por outro lado, as defesas que fazem parte das técnicas de defesa e contra-ataques com paradas súbitas ou lentas do kata.

Entender a técnica do kumite é importante entre dois praticantes. Diferente dos confrontos de rua, que é diferente. Enquanto se treina com regras na academia, não podem haver feridos; no combate de rua, não tem regras e devemos evitar ao máximo, pois as consequências não são nada boas. A sociedade nunca esteve tão complexa e a violência está sempre em evidência à transgressão à moral social. Afim de não tornarmos pessoas inclinadas ao mal, devemos sempre nos fiscalizarmos.

Contudo, todo o praticante de nível avançado deve fazer treinamento de defesa pessoal (goshin-jutsu) para evitar causar dano à outra pessoa. Mesmo na defesa, é possível ao travar ou bloquear um braço de um atacante armado, machucar seriamente o agressor, não por querer, mas porque o agressor tenta reagir e acaba se machucando ou se ferindo gravemente.

Todo provocador, desafiador ou agressor se encontra em uma situação de desespero, portanto numa situação física de tensão, quando o corpo fica muito rígido, é nessa fase que o caluniador se encontra vulnerável pois está numa posição fora de equilíbrio emocional, de atitude imprudente, desequilibrado socialmente, desespero e sem noção de sua atitude imprudente e irresponsável. É nesse momento que ele esboçando um golpe com uma arma, o defensor pode sem querer quebrar seu braço ou golpeá-lo por reflexo. É fato, ninguém pode agredir outra pessoa gratuitamente. Se isso acontecer, o defensor deve confortavelmente se defender.

O karateka bem preparado sempre está seguro de si e com o estado de espírito de naturalidade, reflexo do seu contato diário com o seu treinamento. Assim, não precisamos enfrentar o perigo desnecessariamente e as possibilidades de nos envolvermos em conflitos, se tornam menos do que as pessoas que não sabem se cuidar. O verdadeiro praticante (budoka) sabe o momento certo de agir, momento extremo. Assim, estaremos sempre lembrando da regra do dojo kun de conter o espírito de agressão destrutiva e respeito acima de tudo.






O kumite é importante? Nossas experiências mostram que sim. Pois, sem esse entendimento não seria completo o que se pretende com o karate-dô, no sentido global da arte, a defesa.

Contudo, o kumite é de suma importância, pois se deseja com isso um melhor entendimento nas relações humanas. Mostrando o quanto já superamos barreiras, obstáculos e o quanto foi testados os nossos limites.

Nesse sentido, se não houver kumite, não estaremos preparados para a vida dura. Tecnicamente, a parte principal do karate-dô, é o punho e esse deve ser treinado a vida toda. Não esquecendo que o dojo kun nos direciona para um entendimento filosófico da arte. Não precisamos fazer guerra, pois o nosso inimigo maior não está fora e sim dentro de cada um de nós. Não precisamos, simplesmente, ficar imitando os outros, mostrando também, que somos "brigões", melhor para imitar, são os macacos.

O que queremos com o kumite, é algo que vai além da luta física, o entendimento ao outro. Assim, nossa sociedade não sofreria tanto às inconsequências dos abusos, desentendimentos e falta de respeito causados por inconseqüentes que a sociedade, às vezes, os chamam de doentes, na verdade, homens sem educação, arruaceiros ou bandidos.

O kumite é importante porque nos revela, aqui termina o meu direito e aqui, começa o direito do outro. Só é possível entender o kumite se o praticante entender o que vem antes e depois do kumite.

Concluindo, tudo tem um motivo para tanto, ninguém faz algo só por fazer. Assim, é o estudo do kumite, lutamos não para destruir e sim para construir. Nada de ficar imitando os outros com postura anti-social achando que é bonito. Somos homens capazes de desenvolver habilidades no kumite racional e inteligentemente. Não precisamos chegar destruindo para dizermos que "somos os bons", isso não reflete o karate-dô do mestre Funakoshi, o karate-dô do meu mestre Seiji Nakayama.

A finalidade do kumite é construir um nível de respeito no que diz a máxima do dojo kun. Muitos praticantes conhecem o dojo kun, poucos entendem o seu verdadeiro significado. Quem treina karate-dô não pode continuar pensando que é um homem comum. Ou mudamos a forma de pensar como homens primitivos ou nunca alcançaremos o entendimento de fudoshin shotokan karate-dô.