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segunda-feira, 20 de junho de 2016


Grupos de Kata




Shitei Kata - Kata a ser apresentado. Determinado pela Banca Examinadora ou seja, kata obrigatório. Significando: determinação; marcação; designação; indicação; especificação.



Sentei Kata - Kata a ser apresentado, escolhido pelo atleta. Diferente do anterior, esse é uma escolha própria. Significando: selecionar; escolher.



Tokui Kata - Kata a ser apresentado. O ponto forte de uma pessoa, nesse caso melhor manifestação na apresentação. Significando: ponto forte ou especialidade.




Koten Kata - Kata clássico. Aqui tem o sentido de: antigo, código, cerimonial; lei, regra.


Shitei Kata, compreende:

Heian Shodan; Heian Nidan; Heian Sandan; Heian Yondan; Heian Godan e Tekki Shodan.


Sentei Kata, inclui:

Bassai Dai, Kanku Dai, Enpi, Jion e Hangetsu.

Tokui Kata, abrange:

Jitte, Tekki Nidan, Tekki Sandan, Bassai Sho, Kanku Sho, Gankaku, Sochin, Chinte, Jiin, Nijushiho, Meikyo, Unsu, Wankan, Gojushiho Sho e Gojushiho Dai. Adicional, especial, Kitei.

Koten Kata, constitui:

Meikyo Nidan, Meikyo Sandan, Nijuhachiho, Suishu... entre outros.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Dojo Kun

O propósito do dojo kun é reforçar nos praticantes a ideia de que o karate-dô é um instrumento meio e não fim, pelo qual ajuda o praticante no seu progresso moral e aperfeiçoamento pessoal. Preceitos que estão ligados aos ideais filosóficos da arte, inspirados no Bushido no século XVIII por Tode Sakugawa.

Nesse momento o praticante faixa preta, em exame de promoção à faixa, deve estar ciente das regras, pois promete diante da Banca Examinadora que irá seguir as regras do dojo kun. Conclusão da primeira etapa, por isso, o primeiro dan (shodan).

O caminho das artes marciais não é fácil, portanto, é necessário fiscalizar a si mesmo e evitar conflitos. Sempre participando da evolução da arte de forma voluntária, tudo isso em nome de um ideal comum, o karate-dô e nunca em nome de si mesmo, não importando a distância e nem o tempo.

A ABKF acredita na evolução do karate-dô como o caminho para se expressar a verdade, o entendimento e o crescimento do indivíduo como um todo. Sabemos que as relações humanas é um assunto complexo e de cunho socioeducativo, mas não é por isso que não devamos nos esforçarmos cada vez mais para termos um bom entendimento para com o outro.

Muitas vezes somos desanimados pela distância, o tempo e o conforto de ficarmos em casa ou até mesmo, criando conflitos. Não é difícil ouvirmos um indivíduo falando mal do outro. Perder tempo aprendendo algo de bom é melhor do que perder tempo criando caso.

No karate-dô não se deve reforçar comentários de má fé, seja sempre positivo e prestativo.É muito fácil colocar uma faixa preta na cintura, difícil é ter um comportamento a altura. Trabalhe positivamente fiscalizando seus atos. Esse é o pensamento da ABKF. Tanto no karate-dô como subir uma montanha exige esforço físico e mental, isto é karate-dô.

Karate-dô não foi feito para destruir ninguém, foi criado para dar oportunidade ao outro de se desenvolver de forma saudável, responsável e respeitosa. Embora seja o karate-dô uma arte de guerra, esse sistema de ensino não tem a finalidade de destruir ou fazer guerra com outras pessoas e sim de fazer com que a gente se volte para dentro de cada um de nós, pois o inimigo maior, somo nós mesmos quando deixamos o nosso ego falar mais alto, quando a arrogância se torna presente, quando a falta de educação prevalece sobre o outro.

Para alcançar a faixa preta é importante conhecer o dojo kun, pois é dele que estamos falando. É ele quem nos guia. Veja agora abaixo como recitamos o Dojo kun.



Recitando o Dojo kun

Sempre, esforçar-se para a formação do caráter, com a finalidade do desejo de formar uma personalidade de valor.

Sempre, fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão, no intuito de valorizar em si a honestidade, a honra, a consideração e a dignidade.

Sempre, criar o intuito do esforço, com a intenção de alcançar seus objetivos de forma honesta e sem subterfúgios.

Sempre, respeito acima de tudo, valorizando os bons costumes, etiqueta, cortesia e civilidade segundo as normas aceitas e adotadas de forma voluntária e obedecidas.

Sempre, conter o espírito de agressão, condenando a violência motivada pelo ímpeto, impulso, pressa irrefletida ou precipitada.



segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016




Kumite

A luta técnica do karatê é chamada, kumite. Para isso, deve-se estudar bem as técnicas básicas kihon e kata. Esse é o conjunto que forma a didática do karate-dô - kihon (fundamentos), kata (movimentos de defesa e contra-ataque contra vários adversários imaginários) e kumite (combate técnico).

Não se deve ultrapassar as fases que normalmente, o iniciante prefere, "lutar primeiro". Calma, até chegar no combate técnico, muito já se treinou as técnicas individuais de kihon e kata. Cada nível tem o seu determinado tempo de aprendizagem.

A habilidade de um praticante consiste em evitar utilizar o corpo diretamente, mediante a força bruta. Em artes marciais compreendemos que a luta é uma troca de informações de um praticante para outro. Para isso, é necessário uma grande dose de dedicação nos treinamentos fazendo com que se aumente a velocidade dos olhos, mãos, pés e atenção.

Nessa fase, voltamos ao princípio dos treinamentos do karatê onde aprendemos a forma correta de golpear com os punhos, cotovelos, joelhos e pés utilizando por outro lado, as defesas que fazem parte das técnicas de defesa e contra-ataques com paradas súbitas ou lentas do kata.

Entender a técnica do kumite é importante entre dois praticantes. Diferente dos confrontos de rua, que é diferente. Enquanto se treina com regras na academia, não podem haver feridos; no combate de rua, não tem regras e devemos evitar ao máximo, pois as consequências não são nada boas. A sociedade nunca esteve tão complexa e a violência está sempre em evidência à transgressão à moral social. Afim de não tornarmos pessoas inclinadas ao mal, devemos sempre nos fiscalizarmos.

Contudo, todo o praticante de nível avançado deve fazer treinamento de defesa pessoal (goshin-jutsu) para evitar causar dano à outra pessoa. Mesmo na defesa, é possível ao travar ou bloquear um braço de um atacante armado, machucar seriamente o agressor, não por querer, mas porque o agressor tenta reagir e acaba se machucando ou se ferindo gravemente.

Todo provocador, desafiador ou agressor se encontra em uma situação de desespero, portanto numa situação física de tensão, quando o corpo fica muito rígido, é nessa fase que o caluniador se encontra vulnerável pois está numa posição fora de equilíbrio emocional, de atitude imprudente, desequilibrado socialmente, desespero e sem noção de sua atitude imprudente e irresponsável. É nesse momento que ele esboçando um golpe com uma arma, o defensor pode sem querer quebrar seu braço ou golpeá-lo por reflexo. É fato, ninguém pode agredir outra pessoa gratuitamente. Se isso acontecer, o defensor deve confortavelmente se defender.

O karateka bem preparado sempre está seguro de si e com o estado de espírito de naturalidade, reflexo do seu contato diário com o seu treinamento. Assim, não precisamos enfrentar o perigo desnecessariamente e as possibilidades de nos envolvermos em conflitos, se tornam menos do que as pessoas que não sabem se cuidar. O verdadeiro praticante (budoka) sabe o momento certo de agir, momento extremo. Assim, estaremos sempre lembrando da regra do dojo kun de conter o espírito de agressão destrutiva e respeito acima de tudo.






O kumite é importante? Nossas experiências mostram que sim. Pois, sem esse entendimento não seria completo o que se pretende com o karate-dô, no sentido global da arte, a defesa.

Contudo, o kumite é de suma importância, pois se deseja com isso um melhor entendimento nas relações humanas. Mostrando o quanto já superamos barreiras, obstáculos e o quanto foi testados os nossos limites.

Nesse sentido, se não houver kumite, não estaremos preparados para a vida dura. Tecnicamente, a parte principal do karate-dô, é o punho e esse deve ser treinado a vida toda. Não esquecendo que o dojo kun nos direciona para um entendimento filosófico da arte. Não precisamos fazer guerra, pois o nosso inimigo maior não está fora e sim dentro de cada um de nós. Não precisamos, simplesmente, ficar imitando os outros, mostrando também, que somos "brigões", melhor para imitar, são os macacos.

O que queremos com o kumite, é algo que vai além da luta física, o entendimento ao outro. Assim, nossa sociedade não sofreria tanto às inconsequências dos abusos, desentendimentos e falta de respeito causados por inconseqüentes que a sociedade, às vezes, os chamam de doentes, na verdade, homens sem educação, arruaceiros ou bandidos.

O kumite é importante porque nos revela, aqui termina o meu direito e aqui, começa o direito do outro. Só é possível entender o kumite se o praticante entender o que vem antes e depois do kumite.

Concluindo, tudo tem um motivo para tanto, ninguém faz algo só por fazer. Assim, é o estudo do kumite, lutamos não para destruir e sim para construir. Nada de ficar imitando os outros com postura anti-social achando que é bonito. Somos homens capazes de desenvolver habilidades no kumite racional e inteligentemente. Não precisamos chegar destruindo para dizermos que "somos os bons", isso não reflete o karate-dô do mestre Funakoshi, o karate-dô do meu mestre Seiji Nakayama.

A finalidade do kumite é construir um nível de respeito no que diz a máxima do dojo kun. Muitos praticantes conhecem o dojo kun, poucos entendem o seu verdadeiro significado. Quem treina karate-dô não pode continuar pensando que é um homem comum. Ou mudamos a forma de pensar como homens primitivos ou nunca alcançaremos o entendimento de fudoshin shotokan karate-dô.

sábado, 30 de janeiro de 2016


Da esquerda para a direita: Shihan Marco Aurélio Amaral. Professores, Elson, Denes e Antônio Carlos.

Associação Brasileira de Karate-dô Fudoshin - ABKF

No princípio, vários elementos e métodos de artes marciais eram treinados para a guerra e autodisciplina, pensamento dos grandes mestres do oriente e da medicina chinesa, que usavam seus métodos para a prática do condicionamento físico; para ter uma boa saúde física, mental, espiritual e trabalhar os métodos de defesa pessoal, não deixando de lado o fundamento filosófico. Hoje, a ABKF direciona seus estudos baseados nesses métodos tradicionais orientais.

Com a prática se deve ter muito cuidado e consciência para esses métodos não serem integrados sem nenhum estudo coerente, utilizando-se desses princípios de defesa pessoal, criando uma consciência da futilidade vivendo e competindo através desses métodos.

Quando se trata de autodefesa, a ABKF observa o critério do bem comum com o preceito que se deve distinguir o erro da verdade na defesa de si mesmo ou os meios de que se lança mão para isso.

No sentido filosófico, imediatamente podemos dizer que a técnica do karatê é igual ao que é encontrado em todas as atividades que buscamos.

O karatê como arte marcial, nos ensina como encarar a vida através do , não somente trazendo uma melhor maneira de resolver nossas dificuldades, como também uma forma de transformar qualquer ação em um elevado treinamento espiritual para atingir o último degrau, que é a consciência política que faz parte dos fenômenos e práticas relativo ao Estado ou a sociedade de cuidar do bem público na habilidade e no trato das relações humanas.

Dessa forma, não é muito fácil para quem não absorveu o conceito do , compreender e incorporá-lo na sua vida diária. Sabemos que é, sem dúvida, um exercício contínuo. Antes, precisamos entendê-lo, como funciona. A dificuldade principal é que ele não é entendido conceitualmente, mas sim pela experiência e vivência. Como sempre falamos, a ideia é unir opositores. Implica na importância de se ligar todas as coisas em nossas mentes e ações, e nessa incorporação dar prioridade ao desejo absoluto sobre qualquer coisa em particular.

Para unificarmos as coisas em oposição necessitamos livrarmos da forma de pensar dicotômica, que se baseia no antagonismo na qual entendemos que nossa vida seja estruturada. Por exemplo, parar de discriminar ou julgar entre o feio e o belo; entre o pequeno e o grande e assim, tentar buscar o essencial que na verdade, implica na união dos contrários, o equilíbrio (yin e yang).

Partindo dessa compreensão, se faz necessário conhecer a identidade que existe entre os opostos apurando nossa percepção do Universo, estando atento a tudo que nos cerca e vivendo sempre com a verdade.

Na ABKF, o atacante não é entendido como um inimigo ou alguém que é contra o defensor, mas aquele que participa de uma técnica altamente eficiente. E quanto mais agressivo o atacante, mais estará praticando a arte com amor, não no sentido sentimental, mas o amor que une todas as coisas do Universo sem ter que discriminar ou julgar.

É importante que aja o conflito, porque os opostos sempre existirão. É com esta energia conflitante que criamos e produzimos bons frutos de realidade e conseguimos com isso, sentir a energia sutil que é proporcional a cada indivíduo que trabalha para esse sentido de desenvolvimento sustentável.

Muita gente se esconde com medo das dificuldades, por isso, não consegue dar um passo à frente. São os problemas e as dificuldades que nos fazem fortes e produtivos.

Os conflitos e a concorrência não podem ser eliminados de nossas vidas, senão estaremos nos matando (estagnado ou não produzindo) e eliminando a nossa produtividade. Sendo assim, a ABKF promove, não somente o lado técnico, mas também o lado das Relações Humanas.

Entretanto, depois de logos anos de prática e observação, entendemos que a técnica perfeita está em fazê-la naturalmente de forma concreta e positiva, estando no campo do intuitivo onde duas ou mais pessoas participam sem que tenha prejuízo. Esta forma de treinar e ver as coisas sem distinção é chamada de (entendimento ou caminho do conhecimento filosófico). Ou Defesa Pessoal (conhecimento político no trato das relações humanas). Sendo pessoal, devemos trabalhar em conjunto incumbidos de certos serviços para um bom equilíbrio do meio e da boa convivência, este é o pensamento da ABKF, isto é karatê!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Fudoshin

Estado de serenidade ou imperturbabilidade, pois envolve o coração, a mente, a atenção e o corpo como um todo. Nada trabalha separadamente, tudo dentro de um campo, cuja a energia, possa estar envolvida. Este estado está relacionado com a dimensão mental e karate-dô filosófico, contribuindo para o desenvolvimento físico, mental, social e educacional do praticante, condição sine qua non sem a qual não seria possível o entendimento da arte dentro do sistema educativo e pedagógico avançado e de entendimento.

Fudoshin deve ser praticado e observado, ele é o próprio espírito de calma inabalável, determinação e coragem sem imprudência.

Simbolicamente, o mestre de karate-dô fudoshin tem em sua mão uma espada afiada para cortar naquele que carrega em si a ignorância, a ilusão, as emoções negativas, a preguiça, a incompreensão, a falta de respeito aos outros e superiores, forças do mal (descontrole emocional), a falta de amizade e acima de tudo, o respeito. Na outra mão uma corda para amarrar todas essas qualidades negativas.

A espada afiada do mestre de karate-dô fudoshin, representa o conhecimento, enquanto a corda, a armadilha para as ações primitivas de um indivíduo primitivo. Para isso, o mestre deve dominar as duas forças fundamentais opostas que existem, o Yin e o Yang, o princípio da dualidade. O caráter do mestre sempre será de benevolência e subserviência a todos que vem com um bom coração.

Palavras ditas pelo Shihan Marco Aurélio Amaral, aos seus alunos.