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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016






Kihon Ippon Kumite

A técnica de defesa onde dois praticantes se enfrentam, inteligentemente, com técnica combinada, utilizando-se da velocidade e precisão dos movimentos para estudar a distância, altura, e a forma correta de defesa e ataque é chamada kihon ippon kumite.

É importante lembrar sempre dos treinos sistemáticos de base e a correta coordenação que são essenciais para as defesas e armas do karatê em seus golpes efetivos.
Nesse momento aparece: a seriedade, o entendimento e a confiança de ambos os praticantes. Cada Kihon Ippon Kumite, representa experiências diferentes, pois devemos com isso, reconhecer a nós mesmos, além de servirem para desenvolver um plano de reação adversa dentro de um espírito de inteligência.
Os golpes de te-waza e ashi-waza, são os mesmos aplicados nos treinamentos: básico, intermediário e avançado. No avançado são aplicados conforme o ataque. Estas ferramentas servem para matar o ego, porque o seu verdadeiro inimigo é você mesmo.

O irrelevante ego individual, os medos, as frustrações, as ideias transformadas em barreiras, e tudo que limita o desenvolvimento da consciência, afeta o próprio equilíbrio físico, mental e espiritual, por isso, deve-se trabalhar esses pontos negativos nesse momento do treinamento.
Com efeito, de tanto treinar, chegará o momento que o corpo não terá mais condição de contrair um único músculo e a mente entrará em outro ritmo de energia.

Movimentos de defesa e ataque serão naturais e fluentes, que não acreditava ser possível, compreendendo isso, o praticante nunca voltará a ser o mesmo e nem a pensar que as limitações são muros rígidos e completamente fixos.

Daí, lembramos a regra do dojo kun que é a fidelidade ao verdadeiro caminho da razão para o entendimento, onde há a faculdade de avaliar, julgar, juízo, e ponderar ideias universais. Esse é o pensamento da ABKF.






Kihon Ippon Kumite 1

Grupo I (ataques: Oi-zuki jodan)

1.1 Jodan-age-uke - Gyaku-zuki jodan - gedan barai.
1.2 Jodan-age-uke - Nidan-zuki - gedan barai.
1.3 Jodan-age-uke - Sanbon-zuki - gedan barai.

Grupo II (ataques: Oi-zuki tyudan)

2.1 Migi sho tyudan-uti-uke - Nidan-zuki - gedan barai.
2.2 Tyudan soto-uke - Sanbon-zuki - gedan barai.
2.3 Tyudan soto-uke - Nukite tyudan - gedan barai.

Grupo III (ataques: Maegeri - Yokogeri - Mawashigeri)

3.1 Gedan kake-uke - Maegeri-kekomi, jun-zuki gedan - gedan barai.
3.2 Tyudan soto-uke - Kizami-yokogeri, gyaku-zuki tyudan - gedan barai.
3.3 Tyudan-uti-uke - Mawashigeri tyudan, nagashi-zuki - gedan barai.

Grupo IV (ataques: Oi-zuki gedan)

4.1 Migi gedan barai - Tate-uraken mawashi-uti - gedan barai.
4.2 Teisho barai - Ushiro-hiji-ate - gedan barai.
4.3 Tai-sabaki - Irimi jun-zuki gedan - gedan barai.







Kihon Ippon Kumite 2

Grupo I (ataques: Oi-zuki jodan)

1.1 Migi jodan-age-uke - Gyaku-zuki jodan - gedan barai.
1.2 Jodan-age-uke - Heiko-zuki tyudan - gedan barai.
1.3 Juji shuto jodan-age-uke - Maegeri keage - gedan barai.

Grupo II (ataques: Oi-zuki tyudan)

2.1 Migi tyudan-uti-uke - Kizami-zuki tyudan - gedan barai.
2.2 Migi tyudan-uti-uke - Mawashi tetsui hizo-uti - gedan barai.
2.3 Tyudan soto-uke - Haito-uti tyudan - gedan barai.

Grupo III (ataques: Maegeri - Yokogeri - Mawashigeri)

3.1 Gedan barai - Kizami maegeri-keage, gyaku-zuki jodan - gedan barai.
3.2 Tyudan soto-uke - Uraken jodan, mawashi-hiji-ate - gedan barai
3.3 Suberikomi - Mawashigeri, gyaku-zuki kuzushi - heiko dati.

Grupo IV (ataques: Oi-zuki gedan)

4.1 Gedan barai - Uraken jodan, tetsui-kansetsu-uti, "fumikomi" - heiko dati.
4.2 Tai-sabaki - Ushiro-hiji-ate, kanibasami, tate-mawashigeri - heikodati.
4.3 Tai-sabaki - Ushiro mawashigeri jodan - heiko dati.






Kihon Ippon Kumite 3

Grupo I (ataques: Oi-zuki jodan)

1.1 Jodan-age-uke, gedan barai - Yama-zuki - shuto-uke.
1.2 Jodan-age-uke, tyudan soto-uke - Heiko-zuki - shuto-uke.
1.3 Jodan-age-uke, seiryuto-uke - Jodan mawashi-hiji-ate - shuto-uke.

Grupo II (ataques: Oi-zuki tyudan)

2.1 Maegeri keage (de-ai) shuto-uke.
2.2 Yokogeri (tai-sabaki) shuto-uke.
2.3 Mikazukigeri-uke, ushirogeri-keage shuto-uke.

Grupo III (ataques: Maegeri-keage - Yokogeri-kemomi - Mawashigeri tyudan)

3.1 Suberikomi ashi wo toraeru, gyaku-zuki kuzushi - shuto-uke.
3.2 Ashi wo toraeru, shobu-uke, gyaku-zuki kuzushi - shuto-uke.
3.3 Ashi wo toraeru, uti-ashi barai, gyaku-zuki kuzushi, migi fumikomi - shuto-uke.

Grupo IV (ataques: Oi-zuki gedan)

4.1 Uke-zuki gedan - shuto-uke.

4.2 Teisho barai, ushiro-hiji-ate, katatedori nage - shuto-uke.
4.3 Gedan juji-uke, ashi-barai, gyaku-zuki kuzushi - shuto-uke.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016



Arukiwaza kuro obi renshu


Técnica em deslocamento para o nível avançado de karatê. Aparentemente, parece ser fácil executar essa técnica, mas precisa-se de tempo para entender cada movimento. A principal ideia é fazer com que o seu praticante vença as dificuldades como desafio.

Imaginem o que se deve fazer para atravessar um rio com uma correnteza forte? Nadar. Não existe outra coisa a pensar, nadar. No caso dessa técnica em particular, não adianta ficar olhando, tem que praticar para aprender, entender e se tornar um praticante de nível. Isso está relacionado com a vontade de crescer na vida; que se pode vencer obstáculos sem subterfúgios; que se pode vencer com a verdade e ter em mente nunca desistir dos seu objetivos tanto no karate-dô, como na vida.



Essa é uma técnica em deslocamento onde o praticante se utiliza de movimentos compostos de ataques, defesas e contra-ataques. A formação dessa técnica está fundamentada, em bases alongadas e firmes. Dessa maneira, tiramos proveito da velocidade no momento do impacto (explosão) e no tempo mínimo realizado para se atingir o alvo desejado.


A princípio, os golpes são fundamentados em movimentos longos e retos, em seguida, movimentos circulares e de nível médio a superior demonstrando um bom domínio técnico, formando assim, a dinâmica produzida pelas posturas longas e golpes penetrantes.


Usa-se golpes de punho, pulso, cotovelo, movimentos em giro sem perder o domínio da postura, chutes a altura superior e movimentos de retorno defensivo.

Em geral, o tempo de treinamento e aprendizagem para este programa é de quatro meses com no mínimo 85% de frequência ao mês do praticante aspirante de faixa preta ou faixa preta. Este é o treinamento básico de todos os faixas pretas da ABKF.


Tecnicamente, no contato total e real, os golpes ofensivos visam sempre um ponto vital, para se resolver um eventual embate em pouco tempo.




Treina-se repetidamente para entender o processo de execução. Por outro lado, deve-se enfatizar a velocidade ao máximo sem perder o ponto de equilíbrio e ataque. Corresponde à fase mais aperfeiçoada e elaborada do karatê shotokan. Não estamos falando do nível básico e intermediário, mas do nível avançado.

sábado, 30 de janeiro de 2016


Da esquerda para a direita: Shihan Marco Aurélio Amaral. Professores, Elson, Denes e Antônio Carlos.

Associação Brasileira de Karate-dô Fudoshin - ABKF

No princípio, vários elementos e métodos de artes marciais eram treinados para a guerra e autodisciplina, pensamento dos grandes mestres do oriente e da medicina chinesa, que usavam seus métodos para a prática do condicionamento físico; para ter uma boa saúde física, mental, espiritual e trabalhar os métodos de defesa pessoal, não deixando de lado o fundamento filosófico. Hoje, a ABKF direciona seus estudos baseados nesses métodos tradicionais orientais.

Com a prática se deve ter muito cuidado e consciência para esses métodos não serem integrados sem nenhum estudo coerente, utilizando-se desses princípios de defesa pessoal, criando uma consciência da futilidade vivendo e competindo através desses métodos.

Quando se trata de autodefesa, a ABKF observa o critério do bem comum com o preceito que se deve distinguir o erro da verdade na defesa de si mesmo ou os meios de que se lança mão para isso.

No sentido filosófico, imediatamente podemos dizer que a técnica do karatê é igual ao que é encontrado em todas as atividades que buscamos.

O karatê como arte marcial, nos ensina como encarar a vida através do , não somente trazendo uma melhor maneira de resolver nossas dificuldades, como também uma forma de transformar qualquer ação em um elevado treinamento espiritual para atingir o último degrau, que é a consciência política que faz parte dos fenômenos e práticas relativo ao Estado ou a sociedade de cuidar do bem público na habilidade e no trato das relações humanas.

Dessa forma, não é muito fácil para quem não absorveu o conceito do , compreender e incorporá-lo na sua vida diária. Sabemos que é, sem dúvida, um exercício contínuo. Antes, precisamos entendê-lo, como funciona. A dificuldade principal é que ele não é entendido conceitualmente, mas sim pela experiência e vivência. Como sempre falamos, a ideia é unir opositores. Implica na importância de se ligar todas as coisas em nossas mentes e ações, e nessa incorporação dar prioridade ao desejo absoluto sobre qualquer coisa em particular.

Para unificarmos as coisas em oposição necessitamos livrarmos da forma de pensar dicotômica, que se baseia no antagonismo na qual entendemos que nossa vida seja estruturada. Por exemplo, parar de discriminar ou julgar entre o feio e o belo; entre o pequeno e o grande e assim, tentar buscar o essencial que na verdade, implica na união dos contrários, o equilíbrio (yin e yang).

Partindo dessa compreensão, se faz necessário conhecer a identidade que existe entre os opostos apurando nossa percepção do Universo, estando atento a tudo que nos cerca e vivendo sempre com a verdade.

Na ABKF, o atacante não é entendido como um inimigo ou alguém que é contra o defensor, mas aquele que participa de uma técnica altamente eficiente. E quanto mais agressivo o atacante, mais estará praticando a arte com amor, não no sentido sentimental, mas o amor que une todas as coisas do Universo sem ter que discriminar ou julgar.

É importante que aja o conflito, porque os opostos sempre existirão. É com esta energia conflitante que criamos e produzimos bons frutos de realidade e conseguimos com isso, sentir a energia sutil que é proporcional a cada indivíduo que trabalha para esse sentido de desenvolvimento sustentável.

Muita gente se esconde com medo das dificuldades, por isso, não consegue dar um passo à frente. São os problemas e as dificuldades que nos fazem fortes e produtivos.

Os conflitos e a concorrência não podem ser eliminados de nossas vidas, senão estaremos nos matando (estagnado ou não produzindo) e eliminando a nossa produtividade. Sendo assim, a ABKF promove, não somente o lado técnico, mas também o lado das Relações Humanas.

Entretanto, depois de logos anos de prática e observação, entendemos que a técnica perfeita está em fazê-la naturalmente de forma concreta e positiva, estando no campo do intuitivo onde duas ou mais pessoas participam sem que tenha prejuízo. Esta forma de treinar e ver as coisas sem distinção é chamada de (entendimento ou caminho do conhecimento filosófico). Ou Defesa Pessoal (conhecimento político no trato das relações humanas). Sendo pessoal, devemos trabalhar em conjunto incumbidos de certos serviços para um bom equilíbrio do meio e da boa convivência, este é o pensamento da ABKF, isto é karatê!