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quarta-feira, 15 de junho de 2016



Tameshiwari


A técnica de partir, quebrar ou romper objetos sólidos faz parte de um treinamento à parte, não é comum essa prática no karatê esportivo. Está ligado à capacidade de por à prova alguns elementos adquiridos pelos praticantes com o treino diário do condicionamento físico e mental.

A prova consiste em quebrar objetos sólidos como: tijolos, telhas, tábuas, tacos de baseboll ou até barras de gelo, entre outros. Treinamento sério de disciplina, concentração, paciência e vontade. Deve-se na primeira tentativa quebrar, ou seja, golpear uma única vez e romper o objeto em questão. Não se deve ficar batendo até quebrar, senão não seria uma prova.

O tameshiwari (técnica de quebramento) não tem como objetivo principal a destruição e sim, testar esforços conquistados em treinamento, como: condicionamento físico, vigor, energia vital e a virtude que consiste no controle mental.

É muito importante a presença do orientador nesse trabalho do tameshiawari, é ele quem supervisiona como se deve fazer. Quando se trata de demonstração em público, o tameshiwari nunca deve ser feito aleatoriamente ou seja, de qualquer jeito. Por isso, é importante fazer o público entender que essa atividade consiste num teste físico e mental que tem como objetivo mostrar a capacidade de um praticante de karate-dô bem treinado. Não visa somente a destruição de um objeto, mas de mostrar um lado mais espiritual do praticante e do condicionamento do corpo.

Um outro elemento importante é o ki-ai (grito ou energia exteriorizada usada contra um determinado alvo) deve ser usado no momento do rompimento do objeto, para que a energia vital também participe do processo para que o praticante obtenha mais concentração na ação, ampliando assim a sua energia vital.

Concluímos que o treinamento e a prática do tameshiwari, envolve: o punho fechado, mão aberta, pontas dos dedos da mão, cabeça, cotovelos, joelhos e pés.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016




Kata

A forma de se defender ou mover-se entre dificuldades e perigos é chamada, kata. Ela é uma das principais técnicas do karatê. É nela que se identifica o estilo de karatê praticado. Nesse momento se percebe o caráter do praticante, a vontade e o empenho. No início não é muito fácil de executá-lo, pois precisamos de base, postura, direção, equilíbrio, ritmo, força, velocidade e concentração, além de treinamento periódico.

É verdade que na cultura ocidental o conceito força de vontade, ainda é muito mal interpretado. Mas se pensarmos que o verdadeiro conceito disto se ligaria mais em termos de intenção, não estaríamos errados.

Kata é um compromisso pessoal estabelecido com essa situação já pensada na vontade de praticar, aprender e executá-lo conforme o grau de experiência e desenvolvimento espiritual.

Portanto, a vontade está ligada ao aprender fazer algo; decidi-lo; executá-lo; algo ligado à decisão mental e não conceitual ou intelectual.

Com o tempo, descobrimos que trabalhando essa vontade pequena, que normalmente o ser humano tem, não apenas em superar dificuldades, mas apto a sacrificar-se em nome de um bom desejo de vencer, ganhamos com o suor e trabalho a técnica tão desejada.

Portanto, treinamento de kata e artes marciais, estão ligados à vontade que o dojo kun nos ensina no esforço para a formação do caráter através da vontade.




Quando um veterano diz que não está bem tecnicamente, ele sabe que precisa de treino, compreende que saiu de nível, e entende que está destreinado e reconhece o fracasso. Sabe que para alcançar o nível que esteve, tem que recomeçar tudo de novo. Mas é graças a vontade, que as pessoas canalizam e dirigem sua energia para o mundo ou uma ação específica que retornamos e até melhor para o nível antes estabelecido e mais experiente.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016



Arukiwaza kuro obi renshu


Técnica em deslocamento para o nível avançado de karatê. Aparentemente, parece ser fácil executar essa técnica, mas precisa-se de tempo para entender cada movimento. A principal ideia é fazer com que o seu praticante vença as dificuldades como desafio.

Imaginem o que se deve fazer para atravessar um rio com uma correnteza forte? Nadar. Não existe outra coisa a pensar, nadar. No caso dessa técnica em particular, não adianta ficar olhando, tem que praticar para aprender, entender e se tornar um praticante de nível. Isso está relacionado com a vontade de crescer na vida; que se pode vencer obstáculos sem subterfúgios; que se pode vencer com a verdade e ter em mente nunca desistir dos seu objetivos tanto no karate-dô, como na vida.



Essa é uma técnica em deslocamento onde o praticante se utiliza de movimentos compostos de ataques, defesas e contra-ataques. A formação dessa técnica está fundamentada, em bases alongadas e firmes. Dessa maneira, tiramos proveito da velocidade no momento do impacto (explosão) e no tempo mínimo realizado para se atingir o alvo desejado.


A princípio, os golpes são fundamentados em movimentos longos e retos, em seguida, movimentos circulares e de nível médio a superior demonstrando um bom domínio técnico, formando assim, a dinâmica produzida pelas posturas longas e golpes penetrantes.


Usa-se golpes de punho, pulso, cotovelo, movimentos em giro sem perder o domínio da postura, chutes a altura superior e movimentos de retorno defensivo.

Em geral, o tempo de treinamento e aprendizagem para este programa é de quatro meses com no mínimo 85% de frequência ao mês do praticante aspirante de faixa preta ou faixa preta. Este é o treinamento básico de todos os faixas pretas da ABKF.


Tecnicamente, no contato total e real, os golpes ofensivos visam sempre um ponto vital, para se resolver um eventual embate em pouco tempo.




Treina-se repetidamente para entender o processo de execução. Por outro lado, deve-se enfatizar a velocidade ao máximo sem perder o ponto de equilíbrio e ataque. Corresponde à fase mais aperfeiçoada e elaborada do karatê shotokan. Não estamos falando do nível básico e intermediário, mas do nível avançado.